2006 VERMELHO
Muito mal tem se falado das ações do “2006 vermelho” realizadas pelo MST, reclamam da truculência, radicalismo e motivos escusos que movem as atitudes do grupo. A mim parece extremamente natural que em algum momento algo fosse acontecer nesse sentido, desde 1964 quando a classe média, parte das forças armadas e os grandes latifundiários acabaram com os sonhos de milhares de trabalhadores rurais de haver a reforma agrária, que nunca houve nessas terras.
Após o período ditatorial uma nova onda de esperança se acendia com a liberdade e o com os direitos garantidos, mas esta foi jogada ao chão com os herdeiros dos antigos coronéis do nordeste sendo alçados ao poder, já com o príncipe dos sociólogos da esquerda viu-se a possibilidade de finalmente a divisão das terras serem dividas de forma justa, mas essa esperança foi ao chão junto com seu sangue no episódio do massacre de Carajás e com a invasão de Buritis, e essa ferida abriu e ardeu feio no peito daquela gente.
Com a Vitória de Lula finalmente haveria o que, a tanto sonhavam essas famílias, a distribuição das terras para que pudessem trabalhar e levar sua vida de forma digna era agora o presidente do povo, vindo do povo e do partido que sempre dialogou bem com o MST. O sonho foi ao ralo já que o atual governo resolveu manter um sistema que beneficia bancos, empresas estrangeiras entre outros que sempre se beneficiaram do fisiologismo na política brasileira. Um dia a corda arrebenta e a corda rural da claros e óbvios sinais de que se não arrebentou está prestes a isso.
Óbvio que acho infeliz e penoso a violência com que as manifestações acabam ocorrendo, mas um dia todos os tapas seriam revidados caso não fossem remediados e agora querem chamar esse Movimento de irresponsável e terrorista. Quando a classe média intelectualizada viu que estava sendo lesada durante a ditadura militar se rebelou de forma violenta, os trabalhadores rurais participaram dessa luta e nunca foram recompensados, sua fatia do bolo ficou na mão de quem sempre esteve e agora que essa mesma classe média, que enriqueceu, hoje comanda jornais, empresas e ações de bancos se põe contra essa atitude de revolta, que é drástica porém justa. Chamar um movimento que espera por tanto tempo por um olhar e uma atitude de apoio do governo e que cansou de ser jogado a margem de qualquer benesse que esse país dispõe e partiu para luta de terrorista é preconceito classista.
Até breve!
Após o período ditatorial uma nova onda de esperança se acendia com a liberdade e o com os direitos garantidos, mas esta foi jogada ao chão com os herdeiros dos antigos coronéis do nordeste sendo alçados ao poder, já com o príncipe dos sociólogos da esquerda viu-se a possibilidade de finalmente a divisão das terras serem dividas de forma justa, mas essa esperança foi ao chão junto com seu sangue no episódio do massacre de Carajás e com a invasão de Buritis, e essa ferida abriu e ardeu feio no peito daquela gente.
Com a Vitória de Lula finalmente haveria o que, a tanto sonhavam essas famílias, a distribuição das terras para que pudessem trabalhar e levar sua vida de forma digna era agora o presidente do povo, vindo do povo e do partido que sempre dialogou bem com o MST. O sonho foi ao ralo já que o atual governo resolveu manter um sistema que beneficia bancos, empresas estrangeiras entre outros que sempre se beneficiaram do fisiologismo na política brasileira. Um dia a corda arrebenta e a corda rural da claros e óbvios sinais de que se não arrebentou está prestes a isso.
Óbvio que acho infeliz e penoso a violência com que as manifestações acabam ocorrendo, mas um dia todos os tapas seriam revidados caso não fossem remediados e agora querem chamar esse Movimento de irresponsável e terrorista. Quando a classe média intelectualizada viu que estava sendo lesada durante a ditadura militar se rebelou de forma violenta, os trabalhadores rurais participaram dessa luta e nunca foram recompensados, sua fatia do bolo ficou na mão de quem sempre esteve e agora que essa mesma classe média, que enriqueceu, hoje comanda jornais, empresas e ações de bancos se põe contra essa atitude de revolta, que é drástica porém justa. Chamar um movimento que espera por tanto tempo por um olhar e uma atitude de apoio do governo e que cansou de ser jogado a margem de qualquer benesse que esse país dispõe e partiu para luta de terrorista é preconceito classista.
Até breve!

1 Comments:
esses textos são seus mesmo, rodrigo?
tem que assinar no final!!
parabéns pela adjetivação!
Post a Comment
<< Home